quinta-feira, 3 de julho de 2008

Obrigado


Donde me coloco, observo distâncias que não existem na realidade e meço gestos e olhares que falam comigo como poemas ou canções. Todos trazem em si uma história e uma missão de valor incalculável e indizível, que nem sempre se revela mas que subjaz a toda e qualquer acção. Todo e qualquer pensamento. Toda e qualquer emoção.
Dedico a minha vida a conhecer o que é brilhante e sombrio em cada um e fico sempre contagiado pela epopeia que é a vida comum. A vida comum de cada um de nós.
É de tal forma única, múltipla, intensa e profunda, a vida comum, que eu não cesso de me surpreender. A todo o momento sou ensinado acerca da minha pequenez, acerca do valor da autenticidade e acerca do valor inequívoco que encerra o mais comum de nós. Tu, por exemplo.
Quero com isto dizer que sou um projecto inacabado e imperfeito, irresolúvel e reformulável, influído, participado e construído por ti. Quanto mais testemunho quem és e quanto maior é a tua presença na minha vida, mais real, mais singular e mais completo eu sou. Por isso, porque fazes parte da minha identidade em construção, porque me inspiras a ser eu, volto para ti, hoje, os meus Parabéns.

Alanis


O Hoje é uma possibilidade infinita de te amar. Acordo no cuidado terno de te ver dormir e voo o mais alto que alguma vez consegui quando me
abraças e me chamas e me olhas sem fronteiras, sem caminhos.Minha filha, meu lugar de reconstrução. Parabéns. Devo-te este ano todo e todos os que vão ser.

poeira ao vento


Eu fecho meus olhos,só por um momento e esse momento se vai.Todos meus sonhosPassam diante dos meus olhos, uma curiosidade.Poeira no vento;Tudo que eles são é poeira no vento.A mesma antiga (ou velha) cançãoSó uma gota d’água no oceano infinito.Tudo que fazemos desintegra-se à terra, embora nós recusamos ver.Poeira no vento;Tudo que nós somos é poeira no vento.Não fique parado ,nada dura para sempre, só o céu e a terra.Isso vai emboraNosso dinheiro não vai comprar outro minuto.Poeira no ventoTudo que somos é poeira no vento (tudo que somos é poeira no vento).Poeira no vento (tudo é poeira no vento)Tudo é poeira no vento.

terça-feira, 1 de julho de 2008

apredendo a rezar com os pés


Caminham em filas ao lado das estradas nacionais, por trilhos de terra batida, atravessando pequenos povoados que antes desconheciam, cruzando horas e horas a paisagem de giestas e silêncio. Têm em português um nome que deriva de uma forma latina: Per ager, que significa “através dos campos”; ou Per eger, “para lá das fronteiras”. Definem-se, assim, por uma extraterritorialidade simbólica que os faz, momentaneamente, viver sem cidade e sem morada. Experimentam uma espécie de nomadismo: não se demoram em parte alguma, comem ao sabor da própria jornada, dormem aqui e ali. Num tempo ferozmente cioso da produção e do consumo, eles são um elogio da frugalidade e do dom. Relativizam a prisão de comodismos, necessidades, fatalismos e desculpas. E o seu coração abre-se à revelação de um sentido maior. A verdade é que é difícil ter uma vida interior de qualidade, se nem vida se tem, no atropelo de um quotidiano que devora tudo. Na saturação das imagens que nos são impostas, vamos perdendo a capacidade de ver. No excesso de informação e de palavra, esquecemos a arte de ouvir e comunicar vida. Damos por nós, e há, à nossa volta, um deserto sem resposta que cresce. E quando nos voltamos para Deus, parece que não sabemos rezar. Estes peregrinos que tornam a encher as estradas de Fátima (mas também de Santiago, de Chartres, do Loreto…) assinalam-nos o dever de buscar a estrada luminosa da própria vida. Já não separam a existência por gavetas estanques, mas o seu corpo e a sua alma respiram em uníssono. A oração torna-se natural como uma conversa, e as conversas enchem-se de profundidade, de atenção, de sorrisos. A parte mais importante dos quilómetros que percorrem não está em nenhum mapa: eles caminham para um centro invisível onde pode acontecer o encontro e o renascimento. Queria dedicar este texto a um amigo que, neste mês de Maio, fez a sua primeira peregrinação. A meio do caminho enviou-me uma mensagem a dizer: «Aprendo a rezar com os pés». José Tolentino Mendonça

sacrilégio


Bem ,como ninguém realemente lê o que eu escrevo então :



"- Pourquoi t’appelle-t-on dinosaure ? - Parce que je suis le dernier de ma race. Dernier de ma race comme la dernière bouteille de bière fraîche dans une ville à l’orée de la civilisation. Dernier de ma race comme le dernier sourire d’un braqueur de banque à l’agonie, emportant à jamais avec lui le secret de ses trésors. Dernier de ma race comme la dernière tirade de Molière, le Requiem de Mozart, le dernier cachet du virtuose. Dernier de ma race comme la toute dernière mandarine s’agrippant encore obstinément à un arbre rabougri alors que la saison des sécheresses déjà revêt le paysage de sa funeste robe brune. Comme la dernière brique de sperme avant l’andropause. Comme le dernier roi d’une courte dynastie. La dernière énigme du mystère. Le dernier bateau sur le fleuve. Dernier baiser. Dernier sommeil. Dernier amour. Dernier plaidoyer au pied du dernier échafaud du tout dernier des gamins-apprentis-dictateurs. Requiem aeternam dona nobis, Domine - De quelle race es-tu ? - De la race des chiens - Plutôt bête, ça ! - Je veux dire de la race des chiens du roi, de la race des chiens-fous-du-roi, de la race des chiens poètes, de ceux qui naissent la danse dans les jambes et la foudre dans le regard, la race des poètes-saltimbanques, des sopranos-scalpeurs, de ceux qui sont nus sur la place publique sans en éprouver aucune sorte de gêne qu’on ne sait plus s’il les faut dire innocents ou pervers. Je suis de la race de ceux que l’on condamne à mort pour le restant de leur vie les yeux fermés, le nez pincé et le visage détourné. Je suis le vomitorium de la République. Kyrie eleison Christe eleison"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Deixa zunir


Para quem está no meio da ventania..."Um tornado é um pequeno, porém, intenso redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 350 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho."Tornado é um fenômeno que acontece em alguns momentos de nossas vidas. Um pequeno mais intenso redemoinho que destrói tudo aquilo que acreditamos ou aquilo que temos.Esse fenômeno pode estar associado a problemas financeiros, sentimentais, familiares, profissionais, enfim todos os tipos de problemas, e ás vezes, todos eles juntos. É quando você vê tudo fugindo do seu controle, e você está lá, no olho do tornado, vendo tudo passar, girando á sua frente num redemoinho. É uma fase de mudanças, e quando a ventania passar, algumas coisas terão caído por terra, por mais que você tenha tentado salvá-las. Outras permanecerão intactas e outras ressurgirão, ou serão reconstruídas.O que é sólido fica. E o que não for, não te fará falta, acredite... Os tornados são sábios! E só carregam aquilo que não nos fará falta, o essencial sempre fica. E o que não é essencial, é necessário deixar partir, para haver mudanças. Os seus conceitos também mudarão, o que é essencial para você hoje, talvez não seja tão essencial assim quanto você pensa, quando o tornado acabar de passar. Muitas vezes varrer tudo que está parado na sua vida, é a única maneira de recomeçar. É como fazer uma limpeza, de coisas mofadas, estagnadas, amareladas pela vida....e ver que embaixo daquela bagunça ainda tem muita coisa reluzente. Em momentos assim, ouça o barulho do vento e entregue-se as mudanças! No começo parece que o vendaval não vai passar nunca... mas ele acaba uma hora!Tornados desse tipo te levarão para lugares novos, terras antes não visitadas.Te mostrarão caminhos desconhecidos e possibilidades antes não imaginadas.Quando você estiver no olho do Tornado, verá muitas vezes o que você ama girar em torno de sí e se dissipar no espaço. Chore!Verá o que você construiu despedaçar-se em segundos. Proteja-se!Verá os seus sonhos virarem pó e saírem zunindo com o vento. Feche os olhos!Verá os destroços passarem rente a sua cabeça. Abaixe-se!E quando o vendaval passar, você vai pisar em terra nova: uma terra diferente, desconhecida... Porque vai sair diferente disso tudo!Você terá a chance de recomeçar, mas não do zero, porque você estará levando na alma as marcas dessa experiência, que te fará mais sábio e te mostrará o caminho do sol.Pessoas que passam por tornados sabem que podem passar por qualquer coisa. São sobreviventes! E para os sobreviventes está prometido o mundo. Portanto: Deixa o vento zunir!!!"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova" Gandhi

anjos e demônios


Sonhos - Sensações que você prova Sao tomadas da natureza Você descobre que essas emoções são verdadeiras em sua mente Lute contra o império do medo Cedo ou tarde eles tentarão te convencer que você está errado Mas tenho certeza... Nós somos apenas Engatinhantes Anjos e Demônios disfarçados A verdade você nao sabe então tente ter certeza Quando seus Anjos e Demônios se erguerem Encare a verdade: Deus não é amor! Sinta tão fluídico quanto a vida O amor é um arco-íris Do mesmo jeito que isso parece ser real Tudo isso está em sua mente Cedo ou tarde eu vou convencer que A verdade é uma mentira Nao há juiz quando nós morremos Somente pó Nós somos apenas Engatinhantes Anjos e Demônios disfarçados A verdade você não sabe então tente ter certeza Quando seus Anjos e Demônios se erguerem Você saberá quando Anjos e Demônios se erguerem Mas nós ainda não estamos certos do caminho devemos seguir Quando Anjos e Demônios se disfarçam Apenas confundindo nossos cérebros com suas mentiras Emoções sedutoras Devoções revoltantes Os Anjos e Demônios me contando mentiras!