sexta-feira, 12 de setembro de 2008

um recado



O Principezinho é um dos meus livros favoritos. A história é simples mas contém pormenores essenciais ao ser humano. Fala da amizade, de amor e de um mundo onde os homens não se entendem e as palavras adquirem significados completamente opostos. Fala de tempo… tão pouco para alguns e muito para quem sabe aproveita-lo.Aqui está um excerto do livro:"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Mas o que é cativar ? uama vez eu estava dizendo isso a uma pessoa muito querida ...na qual ainda tenho um grande afeto ..sobre cativar ...Cativar não é ser responsavel
É nao ser qualquer um É olhar para minha vontade E sentir que a vida é pra se viver ;Encontrar os meus doces encantos Sem nem mesmo me conhecer Teu olhar é o caminho das pedras Que me leva a um imenso mar verde....Cativar não é ser responsavel é nao ser qualquer um É olhar para minha verdade E sentir que o presente é pra se viver eu Cativo aquilo que quero Como é bom a gente viver Sem receios, sem medo e sem culpa....eu cativei essa pessoa e ela fez o mesmo comigo..mas depois eu percebi que ela não entendeu ...uma das maneiras de cativar...é a confiança ..na pessoa..e promessa
Uma vez meu falecido pai disse :"wallace ..o homem não é obrigado a prometer ,mas se promete é obrigado a cumprir" E eu penso muito nisso ....se prometem algo a mim eu quero que cumpram..como confiar em uma pessoa que quebra promessa boba ?Se você só olhar para o exterior da vida e do homem, estará perdendo o essencial.É preciso que saibamos o que é essencial,
pois só quando soubermos coletivamente o que é essencial é que poderemos saber o que é possível.
E o assombro nisso tudo é que o que é essencial é tão vasto e tão maravilhoso
e o que é visível aos olhos é tão limitado e tão pequeno.
O que é essencial nas pessoas humanas?
Será o nosso corpo?A nossa mente?Os nossos braços?Nossas pernas?Nossos dedos?
O que é realmente essencial?Quem sou eu?Quem é o "Eu do Eu"?Por que somos todos tão mágicos, por que é que, quando começamos realmente a conhecer o homem,não podemos deixar de amá-lo?Por ele ser tão singular e tão diferente.Nunca conseguiremos a singularidade de uma pessoa em outra pessoa.Mas só quando você descobrir o você de você,é que terá alguma coisa a dar para outra pessoa,assim como eu preciso encontrar o eu de mim mesmo!Por que leio?Por que viajo?Por que me interesso?Para poder dar um pouco mais de mim para outro alguém... conseguir partilhar.
E esse é o propósito da vida e o único propósito de ter as coisas!

paar refletir


Quando pensamos que sabemos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:- Sim, e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!!!
"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER. AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE"."NUNCA JULGUE. APENAS COMPREENDA!!"
.. e foi isto que o Dalai Lama disse no início do milénio.

1. Toma em conta que um grande amor, ou uma grande realização, implicam grandes riscos.

2. Quando perderes, pelo menos não percas a lição.

3. Segue os três R's:

Respeito por ti

Respeito pelos outros e...

Responsabilidade por todos os teus actos.

4. Lembra-te que não ter tudo o que se deseja é, por vezes, um magnífico golpe de sorte.

5. Aprende bem as regras para saberes como infringi-las correctamente

6. Não deixes que uma pequena disputa estrague uma grande relação.

7. Se descobrires que te enganaste, faz logo a correcção.

8. Todos os dias passa algum tempo sozinho.

9. Abre os braços à mudança, mas não percas os teus valores.

10. Lembra-te que o silêncio é, às vezes, a melhor resposta.

11. Leva uma vida boa e honrada. Quando fores velho, será possível revivê-la uma segunda vez.

12. Uma atmosfera de amor em tua casa é o alicerce da tua vida.

13. Em disputas com os teus queridos, trata só do caso corrente. Não vás buscar queixas do passado.

14. Partilha o teu saber; é uma forma de alcançar a imortalidade.

15. Sê suave com a terra.

16. Uma vez por ano vai a um sítio aonde nunca tenhas estado.

17. Lembra-te que a melhor relação é aquela em que o amor excede a necessidade.

18. Avalia o teu sucesso por tudo a que tiveste de renunciar para o alcançar.

19. Ao amor e ao cozinhar aborda-os com naturalidade audaciosa.

divagações :Amor...quebrando os mitos...


“- Quero falar de um outro tipo de amor – insistiu. – Aquele que um homem e uma mulher compartilham e onde também se manifestam milagres.
Segurei as mãos dele. Ele podia conhecer os grandes mistérios da Deusa – mas de amor sabia tanto quanto eu. Apesar de ter viajado tanto.
E$ tinha que pagar um preço: a iniciativa. Porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega.
Ficámos de mãos dadas por um longo tempo. Eu lia nos olhos dele os medos ancestrais que o verdadeiro amor coloca como provas a serem vencidas (...).
Eu lia nos olhos dele as milhares de vezes que tinha imaginado este momento, os cenários que tinha construido em nosso redor, o cabelo que eu deveria estar a usar e a cor da minha roupa. Eu queria dizer “sim”, que ele seria bem-vindo, que o meu coração tinha vencido a batalha. Eu queria dizer o quanto o amava, o quanto o desejava naquele momento.
Mas continuei em silêncio. Assisti como se fosse um sonho, à sua luta interior. Vi que tinha diante dele o meu “não”, o medo de me perder, as palavras duras que ouviu em momentos semelhantes da sua vida – porque todos nós passamos por isso, e acumulamos cicatrizes.
Os seus olhos começaram a brilhar. Sabia que ele estava a vencer todas aquelas barreiras.
Então soltei uma das mãos, peguei num copo e coloquei-o na borda da mesa.
- Vai cair – disse ele.
- Exacto. Quero que tu o derrubes.
- Partir um copo?
Sim, partir um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolvia pavores que nunca chegaremos a perceber. O que há de errado em partir um copo barato – quando todos nós ja o fizemos, sem querer, pelo menos uma vez na vida?
- Partir um copo? Repetiu ele. – Porquê?
- Posso dar algumas explicações – respondi. – Mas, na verdade, é apenas por partir.
- Por ti?
- Claro que não.
Ele olhava para o copo de vidro na borda da mesa – preocupado com que caisse.
“É um ritual de passagem, como tu mesmo dizes”, tive vontade de dizer. “É proibido. Copos não se partem de propósito. Quando entramos em restaurantes ou nas nossas casas, temos cuidado para que os copos não fiquem na borda das coisas. O nosso universo exige que tomemos cuidado para que os copos não caiam no chão.”
No entanto, continuei a pensar, quando os partimos sem querer, vemos que não foi tão grave assim. O empregado diz “não tem importância” e nunca na minha vida vi os copos partidos serem incluidos na conta de um restaurante.. Partir copos faz parte da vida e não causamos dnos a nós próprios, ao restaurante, ou ao próximo.
Eu dei um empurrão à mesa. O copo balançou mas não caiu.
- Cuidado! – disse ele, instintivamente.
- Parte o copo – insisti eu.
Parte o copo, pensava comigo mesma, porque é um gesto simbólico. Procura entender que eu parti dentro de mim coisas muito mais importantes que um copo e estou feliz por isso. Olha para a tua própria luta interior e parte esse copo.
Porque, os nossos pais ensinaram-nos a ter cuidado com os copos e com os corpos. Ensinaram-nos que as paixões de infância são impossíveis, que não devemos afastar os homens do sacerdócio, que as pessoas não fazem milagres e que ninguém vai em viagem sem saber para onde vai.
Parte esse copo, por favor – e liberta-nos de todos esses malditos conceitos, essa mania que se tem de explicar tudo e só fazer aquilo que os outros aprovam.
Parte esse copo – pedi mais uma vez.
Ele fixou os seus olhos nos meus. Depois, devagar, deslizou a sua mão pelo tampo da mesa, até tocá-lo. Num movimento rápido, empurrou-o para o chão.
(..)
- Não tem importância – gritou o rapaz que atendia às mesas.
Mas ele não ouviu. Tinha-se levantado, agarrara-me os cabelos e beijava-me.
(...) Naquele minuto de beijo estavam anos de busca, de desilusões, de sonhos impossíveis.”

copilação de um texto de paulo coelho

À Criança que há dentro de nós...


“Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar – dizia ele -. Percebemos que o instante mágico daquele dia e nada fizemos. Então, a vida esconde a sua magia e a sua arte.
Temos que dar ouvidos à criança que fomos um dia e que ainda existe dentro de nós. Essa criança que fomos um dia continua presente. Bem-aventurados os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus.
Se não nascermos de novo, se não tornarmos a olhar a vida com a inocência e o entusiasmo da infância, viver não terá mais sentido.
Existem muitas maneiras de cometer suicídio. Os que tentam matar o corpo, ofendendo a lei de Deus. Os que tentam matar a alma, também ofendendo a lei de Deus, emobora o seu crime seja menos visível aos olhos do homem.
Prestemos atenção ao que nos diz a criança que temos guardada no peito. Não nos envergonhemos por causa dela. Não vamos deixar que ela tenha medo, porque está só e quase nunca é ouvida.
Vamos permitir que ele tome um pouco as rédeas da nossa existência. Essa criança sabe que um dia é diferente do outro.
Vamos azer com que ela se sinta amada novamente. Vamos agradar-lhe – mesmo que isso signifique agir de uma maneira a que não estamos acostumados, mesmo que isso pareça uma tolice aos olhos dos outros.
Lembrem-se que a sabedoria dos homens é loucura diante de Deus. Se ouvirmos a criança que temos na alma, os nossos olhos tornarão a brilhar. Se não perdemos o contatacto com essa criança, nao perdemos o contacto com a vida.

as margens do Rio


“ Todas as histórias de amor têm muita coisa em comum. Eu também passei por isso, em algum tempo da minha vida. Mas não me lembro. Lembro-me que o amor tornou a voltar, sob a forma de um novo homem, de novas esperanças, de novos sonhos.
Ela estendeu-me umas folhas de papel e a caneta.
- Escreva tudo o que está a sentir. Tire da sua alma, escreva no papel e depois deite-o fora. A lenda diz que o Rio Piedra é tão frio que tudo o que cai nele – folhas, insectos, penas de aves – se transforma em pedra. Quem sabe não seria uma boa ideia deixar nas sua águas o sofrimento?”

Existem almas gémeas?!


Prosseguindo o raciocinio ..Como sabemos quem nos está destinado? Se é que a alma gémea existe, como é que a reconhecemos? A resposta mais frequente é dizer qualquer coisa como: «quando te aparecer, vais saber». Pois eu acho que isso é treta. Sempre que amo alguém penso que aquela é a minha alma gémea, depois as coisas dão para o torto, e só consigo ultrapassar a perda pensando: «afinal não era ele». Mas e se era?? No Brida, de Paulo Coelho, ele diz que podemos encontrar a nossa alma gémea e perde-la. Adorei o livro mas essa ideia inquietou-me. Que raio de segurança dá pensarmos que já nos encontrámos com a nossa alma gémea mas que ela se esfumou e portanto, se não queremos ficar sozinhos, temos que nos contentar com alguém que não nos preenche, porque simplesmente não foi feito para nós. Será que todos nós temos alguém que nos foi destinado? Ou a vida é feita de acasos e nada está predestinado?Almas Gêmeas existem ou não existem? Muitos negam e muitos afirmam sua existência. O que ninguém nega é a necessidade do amor pleno, completo, eterno e feliz. Não, isso ninguém nega. Viver um amor assim é o sonho de felicidade de todos os que vivem neste mundo. E porquê este amor é tão difícil de encontrar? Porquê pessoas que se sentem felizes com as relações que possuem não deixam de sentir um vazio que nunca cessa? Porquê mesmo transmitindo uma aura de felicidade proporcionada por suas relações percebem que lhes falta algo que venha preencher o vazio que sentem? Porquê não cessam de buscar o amor mesmo que aparentemente já o tenham? Fique certo(a): esteja onde estiver e com quem estiver, sua Alma Gêmea sente o mesmo. Infelizmente a questão das Almas Gêmeas não passa por conceituações mentais, apesar de muitas leis e princípios esotéricos deixarem claro sua existência. Passa menos ainda por um sentir que tenha por base apenas sensações ou sentimentos. Está além da personalidade e das conceituações da mesma. É um sentir da alma, e o que vem da alma, ou do inconsciente, ou da memória abstrata, como queiram, traz registros completos e inapagáveis de nossa origem, das vidas que já vivemos, de onde viemos e com quem viemos. Sim, com quem viemos. Negar a dualidade no mundo da manifestação é negar todo este mundo. Princípios são princípios e não se aplicam parcialmente. Se tudo no mundo da manifestação tem seu outro lado, ou complemento, ou seja, existem no mundo manifestado em polaridades que se completam, não serei apenas eu ou você que nascemos com o privilégio de estarmos aqui inteiros, completos e sem complemento. Quem nega isso, mesmo dito esotérico, é apenas um devorador de livros. Pouco sabe e pouco compreende do universo
e do mundo espiritual.
(...)
Almas Gêmeas é um sentir de alma e na alma. Vale a pena repetir: não passa por conceituações. Todos, em menor ou maior proporção sentem sua ausência. Aliás, a única coisa que todos buscamos neste mundo é a felicidade apesar de só encontrarmos momentos felizes. Isso é uma verdade sem sofismas. Todos os dias buscamos a felicidade em alguma coisa ou pessoa. No dia seguinte descobrimos que ela ainda não havia chegado. Reiniciamos a busca e tudo se repete. Com o encontro das Almas Gêmeas, as buscas cessam. Ao invés de buscar, passamos a doar. E doamos através de nossas realizações às pessoas, ao mundo e ao universo o que passamos a ter em excesso e que, normalmente, falta a quase todos: amor, felicidade, paz, consciência e plenitude.

palestra sobre alma gêmea


Depois de dias sem postar resolvo voltar aqui para dizer algo aos leitores então pensei em falar do que seria minha proxima preleção...me pediram para falar sobre alma gêmea ...bem...
Platão entre outros conceitos, foi precursor do Amor Platónico e das Almas Gémeas.
No livro "O Banquete", onde enaltece o amor, Platão conta que, nos primórdios o ser humano era composto por três géneros, masculino, feminino e o andrógino que era um ser duplo, tinham 4 pernas, 4 braços e 2 cabeças. Existem andróginos com uma metade masculina e outra feminina, e outros com as duas metades masculinas ou duas femininas. Certa altura, essas criaturas provocaram os deuses, caindo assim em desgraça perante Zeus, que com um raio, os cortou em dois, então a partir de aí vagueiam pelo mundo à procura da sua "outra metade" aquilo que não encontram em si, a esse desejo, Sócrates em Lísis, dá o nome de philia.


" - Citaria Platão, já que estaria diante de um intelectual. Segundo ele, no início da criação, os homens e as mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, duas faces, cada um olhando para uma direcção. Era como se como se as duas criaturas estivessem presas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
»Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que a criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, as duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não podiam ser atacados a traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos. E, o que era mais perigoso, a tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém para continuar a reproduzir-se.
»Então, disse Zeus, o supremo senhor do Paraíso: "Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam a sua força."
»E, com um raio, cortou em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam - porque agora tinham de procurar de novo a sua parte perdida, abraçá-la novamente, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar durante longos períodos e aguentar o trabalho cansativo. A esse abraço em que os dois corpos de fundem de novo em um chamamos sexo."