domingo, 14 de setembro de 2008

eu e eu mesmo e a vaca


Um rabisco...
Meu nome é Wally. Minha idade é suficiente para saber o porquê de estar aqui. Segundo os astros um leonino com ascendente em câncer tem por natureza ser meticuloso, introspectivo, apta a lidar com detalhes e minúcias. Meu gosto é refinado... (para músicas, livros, filmes...) mas o que é refinado prá mim pode não ser prá você (e vice-versa)! Sou sensível, decidido, sensato, romântico e bem resolvido. Temo um pouco de tudo, mas tenho muita vontade de experimentar o novo, a novidade, o inusitado... Sou psicanalista ,músico,gospel, militante das causas "nobres", ONG’ueira... O quinto herdeiro de uma família de 5 filhos, herdeiro de que? De um olhar diferenciado da vida, da vontade de mudar, de fazer o bem e de uma coleção maravilhosa de CD’s... Como um bom paulistano ,carioquês (leia-se: sonhador) tenho planos para mais um milênio de existência, mas enquanto isso vou vivendo, errando ali, errando aqui, mas com muita vontade de acertar! Tenho tanto prá contar e pouco espaço prá rabiscar... então descubra-me...

o pierrot


Teoria defendida por Platão, segundo a qual todo e qualquer conhecimento é a lembrança de um estado anterior no qual a alma estava em contato direto com as idéias.
Quanto tempo sem escrever... só rabiscos, artigos e projetos... isso ainda vai me matar...
E chego a dizer que escrever no meu caso é uma necessidade, palavras ao vento não tem tanto significado como o registro, isso já foi dito antes, mas neste caso um plágio é bem vindo.

2008 iniciou com uma gripe que é herança do ano que passou, mas mesmo assim foi uma boa virada, com direito a juras e resoluções... enfim mais um ano tentando....

E como uma boa brasileira já estou pensando no carnaval, só de imaginar que o único feriado de janeiro é no dia 1°, dói. Que mês carente! Voltando ao Carnaval, data memorável... é neste período do ano que renovo as forças para suportar os embates do dia-a-dia, digo que nesta época uma magia toma conta de todos, a música flui como a respiração, o sorriso é constante e tudo é motivo para festa...
Sem contar os espetáculos das escolas de samba, os frevos de Olinda, o Tambor de Crioula do Maranhão, os trios elétricos da Bahia, os blocos com nomes engraçados, os foliões que esquecem o nome, o endereço, o estado civil...

Mas sou apaixonada por três figuras da *commedia dell'arte que sempre retornam no carnaval: Pierrot, Colombina e Arlequim, três mascarados que constituem um triângulo amoroso durante a festa.
Arlequim era o rival de Pierrot pelo amor de Colombina e se vestia com um traje feito de retalhos triangulares de várias cores e representa o palhaço, farsante ou tão somente o amante. Pierrot, magro, pálido representante dos sonhos, apaixonado pelo amor, tem como musa Colombina, mulher que representa o desejo de todos os homens. Eles se conhecem em ocasiões separadas e Colombina se enamora pelos dois rapazes... No caso do Arlequim se encantando pela sua ousadia e desejo, e no de Pierrot pelo seu sofrimento e amor platônico.
Até hoje seus personagens são conhecidos e utilizados no Carnaval de Veneza.

Todo o romance encontra-se no o texto de Menotti Del Picchia. Recomendo!

* Comédia Dell'Arte: Forma teatral única no mundo, desenvolveu-se na Itália no XVI século e difundiu-se em toda Europa nos séculos sucessivos, a Commedia dell’arte contribuiu na construção do teatro moderno.Teatro espetacular baseado na improvisação e no uso de máscaras e personagens estereotipados..

O carnaval é nossa loucura sadia


Mesmo descaracterizada, a folia ainda nos salva
Não é a primeira vez que digo que o carnaval virou um tema para o mercado, para as empresas, para os pacotes turísticos; o carnaval virou um produto. Eu tenho saudades da inocência perdida do passado. Lembro das marchinhas toscas que começavam a tocar nos rádios por volta de dezembro, lembro das fantasias bobas — legionários, piratas, caubóis — influenciadas pelos filmes americanos, lembro das escolas de samba a pé na Avenida Presidente Vargas, um bando de índios de bigode e penas de espanador, pintados de preto, seguidos pelas gordas baianas cobertas de balangandãs, a multidão olhando, apanhando dos cassetetes da PE, a temida Polícia Especial de boinas vermelhas e Harley-Davidsons. Os PEs baixavam o cacete nos populares, mas mesmo assim eram amados pelos espancados, que neles viam leais e heróicos homens da lei. Dóime ver a virtualização do carnaval de hoje, no Rio. O carnaval oficial virou uma festa para voyeurs, turistas inclusive brasileiros na TV e arquibancadas, turistas de si mesmos. Hoje o carnaval chega pronto. Antes, era uma revelação; hoje ele esconde qualquer coisa. Falta um minimalismo poético nos desfiles de luxo.

O carnaval foi deixando de ser dos foliões para ser um espetáculo para os outros; deixou de ser vivido para ser olhado. O carnaval virou uma ostensiva competição de euforia, uma horda de exibicionismos sexuais, uma suruba iminente sem o sensual perfume do passado.

Carnaval sempre foi sexo — tudo bem — mas, antes, havia uma doce inibição no ar, havia a suave caretice, uma moralidade mínima, havia cortesia, havia clima de amor nos bailes e não a desbragada orgia sem limites. Hoje, há algo de decadência, de compulsivo, uma alegria obrigatória. Hoje há os corpos malhados, excessivamente nus, montanhas de bundas competindo em falsa liberdade, pois ninguém tem tanta tesão assim, ninguém é tão livre assim. Falta a celulite, falta o mau jeito, falta o medo, a ingenuidade, o romantismo, falta Braguinha, falta Lamartine Babo, falta Mario Lago.

O carnaval de hoje parece uma calamidade pública musicada por uma euforia desesperada e disputada pelo narcisismo de burgueses e burguesas se despindo para aparecer na TV. Para descobrir um carnaval mais puro, há que ir à Mangueira, às velhas guardas, aos blocosdesujo das ruas pobres, aos clowns de Santa Cruz (ainda os há?); em suma, há que ir aos detritos que sobraram dos anos 40 e 50, assim como olhamos velhas fachadas entre prédios modernosos.

Quando passam as baterias das escolas, quando uns garotos sambam no pé, ainda vislumbramos alguns traços de beleza autêntica. Por isso, acho que a grande tradição do carnaval está mais presente nos blocos dos foliões anônimos. Nas ruas, estão os blocos dos anjos de cara suja, os blocos das escrotas, dos vagabundos, dos bêbados ornamentais, da crioulada pobre. Podemos ver nas ruas a preciosa origem do carnaval profundo. Lá estão os famintos de amor, os malucos, os excluídos da festa oficial. Só os sujos são santos.

Ali vemos as fantasias de surda revolta contra o trabalho desumano, o exorcismo da miséria, o prazer de escrachar a beleza óbvia dos ricos. No carnaval de rua existe uma coisa mais além da “imoralidade”; há uma santidade nesta explosão de carne que não se explica. Pela crítica a essa beleza limpa, vemos uma poesia grotesca que atravessa os séculos desde Brueghel, Bosch, Rabelais até desaguar no barroco brasileiro. Ali, nas ruas sujas, estão as três raças brasileiras entrelaçadas na esperança de um casamento grupal doido: negros, brancos e índios dando à luz um grande bebê mestiço e gargalhante.

Mas, mesmo com sua modernização careta, é melhor entender o Brasil através do carnaval do que ver o carnaval como um desvio da razão. Como pode o mundo achar o carnaval uma loucura, este mundo irracional de George W. Bush, Dick Cheney, Osama bin Laden, Mahmoud Ahmadinejad, de Halliburton, Abu Ghraib e de guerras sem fim? O carnaval mostra que o Brasil tem outra forma de “seriedade”, mais alta que a gravidade do mundo anglo-saxão. O carnaval mostra a matéria de que somos feitos, por baixo dessa mímica de “ocidente” que o Brasil tenta há quatro séculos. Há uma “orientalidade africana” em nossa vida. A África e os índios nos salvaram, assim como salvaram os USA. Que seria da América sem o jazz? Um país branco-azedo, cheio de wasps tristes. Nosso carnaval mostra que o Inconsciente brasileiro está à flor da carne.

Já imaginaram um carnaval na Suíça? E no Paquistão? Talvez o carnaval seja uma doença salvadora, uma epidemia de delírio de que o mundo precisa. Brasileiro pode não ter espírito público, consciência social; mas, certamente, tem um Inconsciente à flor da pele, ao contrário dos países que pagam um alto preço pela Razão triste, por uma felicidade comedida. Existe uma clara diferença de sexualidade entre nós e os turistas que contemplam de boca aberta o descaramento de nossos rebolados. Nós só pensamos em ficar nus, como se quiséssemos voltar para trás, para uma grande tribo vermelha ou mulata. Há uma pureza nessa explosão de carne que não se explica, há um desejo de indianização, há um desejo de fundar um outro país, avesso à tragédia da pobreza; inconscientemente, queremos uma sociedade organizada, mas pelo desregramento; justa, mas alegre.

sábado, 13 de setembro de 2008

Que seu Dia Seja Feliz


Somos frutos de uma época tecnológica, canções vindas dos rádios e televisão se misturam com as antigas canções dos pássaros, diante de meus olhos as mais evoluídas máquinas que o homem já criou para meu conforto, as quais utilizo intensamente para facilitar meus momentos. Toda essa evolução se mistura com os primitivos animais, que convivem com os gritos de alegria das crianças. Risos e palavras de meus semelhantes preenchem o meu redor e meu coração de alegrias. Como é maravilhosa essa minha época!
As palavras que escrevo nesse meu computador correm instantaneamente pelo mundo, como um relâmpago que sai do oriente e se mostra até o ocidente. O meu alimento posso assar, triturar, congelar sem sair de casa. Como se vê, estamos diante de um evoluído mundo tecnológico, digo sempre quase perfeito, só falta um pequeno ajuste para se transformar no paraíso prometido por nossos ancestrais que aqui passaram e sonharam intensamente com isso.
Nossos antigos admiravam a lua e nada podiam fazer para suprir sua curiosidade, a não ser imagina-la habitada por dragões. Hoje sabemos que isso é uma mentira compreensível, e com todo esse nosso conhecimento atual, podemos seguramente até morar na lua, e isso é só um pequeno inicio de nossas capacidades humanas latentes. Por isso devemos preparar-nos para assimilar esse novo mundo moderno, onde o homem evoluíra cada vez mais rápido em seu viver. Então querido amigo, cuidem para que essa sua única existência seja um exemplo de amor, sabedoria e justiça, sem esperar qualquer recompensa prometida pelas antigas fantasias do passado. Você perceberá o imenso êxtase em ser silenciosamente digno para a origem da própria criação, que sua inteligência predomine sempre sobre essas crenças em idéias fictícias, muitas vezes pessimistas fundadas de ignorância, fê esta que já estagnaram tanto nosso mundo no passado remoto.
O ilustríssimo Sr Sócrates, condenado a se envenenar antes do pôr-do-sol, seus discípulos lhe perguntaram instante antes, o que ele iria encontrar após a morte do seu corpo. Como um homem de rara inteligência filosófica, respondeu sabiamente com um rico e comovente discurso do que irá encontrar no Éden, após abandonar definitivamente o seu corpo físico. Assim depois desse longo e eloqüente discurso do que irá encontrar dali a poucos minutos, seguiu-se uma pequena pausa, ele raciocinou, sorriu e disse: “- Bem, achar que tudo que relatei acontecerá exatamente assim como eu disse, não é coisa de um homem de bom senso”. Lembra-se que mesmo o grande mestre, Sr Jesus Cristo, vendo a sua morte chegando como uma alucinante embriaguez, dominando pouco a pouco todo seu corpo lentamente, ofuscando definitivamente todo o brilho das suas palavras de amor e até a dos seus olhos, talvez foi realmente com muito desespero, que ele tenha gritado conforme as escrituras testificam: “- Eli, Eli, lama sambactani”. Que quer dizer: “- Deus, Deus meu porque me desamparaste?”.
Com esses argumentos verídicos e sinceros da história, quero reafirmar que todos nós possuidores de vida própria no presente, somos igualmente ignorantes perante o desconhecido da morte. O que iremos encontrar no além-túmulo, a ciência desconhece até o momento qualquer hipótese comprovada, é como se fosse um véu intocável e intransponível, porque aparentemente tudo se encerra em matéria inerte que começa apodrecer, os animais morrem, as plantas morrem, porque nós humanos seriamos uma exceção da natureza e continuaríamos vivos eternamente?
E já que não sabemos o que virá após a morte, apresento-lhe a Son of Man, na esperança de fazer o bem com amor verdadeiro, sem si importar se realmente tivemos vidas anteriores ou algum benefício em vidas posteriores, o que importa no presente é valorizar a vida em toda sua plenitude e dimensão, fazer dela um lugar confortável para que todas as pessoas que a compartilham sejam real e interiormente felizes, plantando sempre algo valorizado, livres do egoísmo e da Fe ignorante, criando o Deus vivo a partir da inteligência e lógica, agora colhemos porque o tempo é propício e os frutos já amadurecem

O vento bate na janela eu busco asas pra voar...pra bem mais perto de você...Estamos livres mas sozinhos, abandonados por quem tinha que nos entender ...por quem tinha que nos defender..A vida passa como um rio E não é mais tudo tão lindo Nos resta apenas confiar em Deus Nos resta apenas confiar São só palavras e promessas dissimuladas, sem noção Que muitas vidas correm em suas mãos Hoje muitos choram sorrindo..mas não desistem de viver

recado dois


Desculpe por tudo...acho que você não percebeu que minhas atitudes eram sinceras...mas as vezes as pessoas não veem mas é dificil pensar em uma pessoa que o tempo todo está tentando se defender..Digam o que disserem o mal do século é a solidão Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância esperando por um pouco de afeição..que na verdade não dão oportunidades aos outros chegarem..ciumes?inseguranças,hormonios ? não sei ..eu só seu qeu nõ sofro disso..eu tenho minah convicções e minha palavra ..o que eu digo eu cumpro...mas é de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos..
eiiii! você prometeu uma vez, nunca me deixar...[ele]
desculpas... [ela]
desculpa? Por que isso agora? [ele]
é que... se eu não fazer isso agora... [ela, em lágrimas...]
eii! não chora, não precisa chorar! [ele]
não! [ela]
me deixa, não me toca! [ela]

o que houve? [ele]
fala comigo. [ele]
preciso te deixar, não quero não posso mais te amar! [ela]
e é assim? simplesmente você acorda e decide que não quer mais amar alguém? por que não pode? [ele]
o que é isso agora?[ele]
por favor, não me faça perguntas, preciso ir...[ela]
ir, ir para onde, me diz!
sai, bate a porta furiosamente.
Sem entender! [ele]



eis a questão!
_quais os motivos para deixar de amar alguém.?

parado na esquina



Este sou eu Parado na esquina A mesma esquina em outra canção (o barulho termina, começa a canção) Duvido de qualquer cartão postal Este sou eu Parado na esquina A-ver-a-cidade, ouvindo a canção Deuses da chuva demônios da garoa Garotas propaganda além dos outdoors FIESP, favelas Ouro & ferro velho Surfista ferroviário (o contrário do contrário do contrário do...)Se em uma fração nos parecessemos...Se algum som nos fosse comum...Se a comunhão nos abrigasse Da mesma noite, mesma chuva... Se me coubesses feito luva Se eu procurasse a tua mão... Eu ficaria aqui pra sempre Sempre seria diferente Cada dia à dia amanhecer Se uma razão nos parecesse A natureza inevitável Qual fronteiras separando Estes estados nada estáveis
Quando eu procurasse a tua mão Encontraria a nossa gente E ficaria ali pra sempre Sempre seria diferente Cada cara à cara reconhecer Se meu passado fosse outro..Se fosse outro o presente...
Se o futuro nos trouxesse O que faltava antigamente Eu cantaria as canções Que se fazia de repente Sacro sino compunha Minha sina, tua unha Carne, sangue & pus Eu já fui cego Já vi de tudo Já disse tudo e fiquei mudo Já fui tão pouco e fui demais Eu estive longe Longas tardes à procura A loucura esteve perto Eu estive longe dela Longe da cidade Cidades por toda parte Sempre estive por perto Por pouco Magé Por certo estive louco De satisfação..e eu ? ouvindo walkman