segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


E se um dia você for e não mais voltar?Como irá ficar meu pobre coração sem sua presença para amenizar a dor da solidão?E quem irá aquecer minhas noites frias onde já não sentirei mais minhas mãos?E se você for e outra substituir meu lugar?Te falando aquelas frases feitas das quais todas eu já lhe mencionei?E se a tristeza tomar conta do meu coração e eu me fechar para o mundo?Se voltares e não mais me quiseres por que outro alguém já tomou seu coração de mim?E se esse alguém for melhor que eu e saber o que dizer quando aos prantos você quiser fugir?Sim por que eu não saberia o que lhe dizer em momentos como esses eu apenas olharia nos teus olhos e te abraçaria forte e deixaria você sentir o calor que vem de meu coração.E se nosso amor morrer com o tempo e a chama for se apagando a cada dia que se vai passando?Oh, diga como viverei sem ter você aqui, sem ter teus abraços, sem ter teu olhar que me aliviae teus abraços que me acalmam e me dão a certeza que o amanhã virá?Diz como será todo o amanhecer e minhas pálpebras se entre abrirem e sua voz assombrar meu pensamento?E cada anoitecer que não vou querer fechar os olhos e talvez te esquecer e em meus sonhos não mais te ver, como será se o tempo levar esse sentimento que tomou conta de mim?Se teu cheiro não está mais no meu travesseiro e eu já não sinto mais você comigo, se sua ausência é tanta que só consigo sentir dor e falta do que um dia eu já tiveComo ficarei? Não sei, eu esperarei, deixarei o tempo “rolar” e eu espero que o amanhã chegue e que estejas do meu lado. Só o tempo pode falar, só ele irá me responder. Por agora basta ouvir você dizer o quanto me ama! E eu digo Eu Amo Você!

o melhor



Salta... como se o amanhã não existisses Fecha os olhos... e acredita nos teus sonhos Um dia serão reais Salta sem medo... Esquece as mágoas e voa ao sabor do vento Fecha os olhos... e sente a musica que toca cá dentro.Tão cego pelo meu próprio desejo....Eu acertei nosso amor no primeiro fogo ....Uma parte da minha vida foi desperdiçada.Por escolher viver descuidado....Como isso chegou aqui!?Mas ainda seus braços estão abertos para mimVocê sabe que eu me sinto sujo.Mas você encheu seu coração com minhas necessidades;Minha vida é tão quebrada...Mas você me colocou junto de volta....Como isso chegou aqui!?Eu não posso continuar vivendo sem você por pertoMelhor é um dia em seu palácio real.Que um milhão em outro lugar...Eu choro por ajuda;Eu necessito de força, propósito para viver...De tudas as escolhas eu levarei a única...Que possa mudar o fundo do meu interior...Como isso chegou aqui!?Somente você pode me ajudar, só você...Eu estava escravizado pelo meu coração Então você quebrou as correntes, e me libertou de todo meu orgulho E agora eu particularmente vivo na sua porta,Que mata a fome na riqueza podre desta Terra ....

domingo, 11 de janeiro de 2009

conversa informal


sabe eu esse dias estava pensando na primeira coisa que eu olho quando ...vejo uma mulher ...seria idiotice se eu dissesse que olho seus pensamentos se ela não disse ainda nada...e os olhos ????nao muito ..eu olho pra os seios..é sério..eu gosto de seios...eu adoro mesmo...é algo assim maternal...meio xâmanico ....mas isso não é só eu ....quase todo homem olha isso ....veja isso na história ...As mamas (conhecidas popularmente também como seios nos humanos e tetas nos demais animais), são a parte do corpo feminino de um mamífero que é responsável pela produção de leite para os bebês em seus primeiros meses de vida.Em todas as culturas, o seio feminino é símbolo de feminilidade. Seja quando evoca a mulher como fonte de vida e alimento, seja quando a evoca como fonte de prazer, afeto e aconchego.
Lamentavelmente, há quem use sua imagem para fins que humilham a mulher, reduzindo-lhe a humanidade.
Às vezes a imagem do seio feminino também funciona como “catalisador” cultural para demolidores sentimentos de culpa. Não é à toa que, na biografia de santos e heróis, personagens como o Diabo costumam se travestir de mulher com os seios nus para tentar desviá-los de seus objetivos e arrastá-los à perdição. Baudelaire registra isso em As Flores do Mal: As Mulheres Amaldiçoadas:



Outras, como irmãs, andam lentas e graves
Através dos rochedos cheios de aparições,
Onde Santo Antônio viu surgir como lavas
Os seios nus e purpúreos de suas tentações.
Noutra perspectiva, porém, o seio feminino projeta no imaginário coletivo sentimentos de força, confiança, liberdade e vitória. Tiepolo, artista italiano do século XVIII, também vê nele um emblema da verdade ao desnudá-lo em sua obra A Verdade Revelada pelo Tempo.
Tasso, o historiador, conta que as mães, esposas e amantes gaulesas costumavam ir aos campos de batalha exibir os seios nus a seus guerreiros a fim de lhes transmitir força e confiança na luta contra o invasor romano. Delacroix, em seu quadro mais famoso, A Liberdade Guiando o Povo, exprime sua crença na vitória da liberdade através de uma figura de mulher com os seios nus. Crença, aliás, que também se manifesta, de outra forma, no gesto político das primeiras feministas do século XX queimando sutiãs em praça pública.
Tanta riqueza simbólica – não é de estranhar – tem para nós, mulheres, um preço psicológico alto. Preço que se traduz muitas vezes no medo exagerado que temos de tudo o que pode ameaçar os nossos seios: da velhice à sua não-conformidade com os estereótipos em moda, passando pelas doenças que podem acometê-los, entre essas o câncer.
Há, no mundo inteiro, uma profusão de mitos e alegorias envolvendo os seios femininos. Uns resultam de pura ficção produzida pelo imaginário coletivo; outros, são construídos a partir de fatos reais a que se vai juntando, com o tempo, a fantasia. Todos, porém, são um testemunho cultural daquilo que os seios representam na vida psíquica e social da mulher.
Evocarei alguns.
Conta Heródoto, nas crônicas que escreveu sobre a Grécia antiga, que a rainha Atossa, esposa de Dario I, rei dos persas, escondeu o quanto pôde um tumor no seio com medo de perder a feminilidade, o marido, o prestígio, e com isso, o próprio valor como pessoa. Temia mais pelo seio que pela vida. Por fim, já não suportando o peso do seu segredo, se fez examinar às escondidas por um médico estrangeiro, de nome Demócedes, que se achava retido na Pérsia contra sua vontade.
Astuto, o médico logo busca negociar com ela sua cura fazendo-lhe prometer que o ajudará a retornar à Grécia, sua terra natal, caso os tratamentos por ele propostos surtam o esperado efeito. A rainha fica curada (não sabemos qual era a verdadeira natureza do tumor) e cumpre o prometido. Atendendo às instruções do médico, ela persuade o rei a atacar os gregos e infiltrá-lo como espião nas hostes inimigas. Demócedes aproveita a oportunidade e foge. Quanto ao exército persa, este acabaria humilhado pelos gregos na famosa batalha de Maratona.
Esse relato – meio verdadeiro, meio lendário – mostra quanto existe de atual nos sentimentos de uma mulher que viveu há milênios, numa cultura bem diferente da nossa, e o compromisso insano que foi capaz de assumir por causa de algo que lhe ameaçava os seios; e ao ameaçá-los, lhe fazia temer por sua identidade e pela forma como os outros passariam a vê-la. (O famoso “olhar dos outros”).
A tradição cristã também é rica na simbologia dos seios. Temos as representações da Virgem amamentando o Menino-Deus e as obras que retratam os martírios de Santa Águeda, Santa Bárbara, Santa Eulália, Santa Cristina,… – todas mostradas como tendo sofrido heroicamente a tortura da amputação dos seios. Sublinho que os desenhos, pinturas e esculturas clássicas com temática de santas com seios mutilados se inspiraram nos compêndios sobre antigas práticas médico-cirúrgicas.
As santas de seios cortados refletiram na consciência coletiva a interiorização desse horror sagrado e instintivo face à ablação. A mastectomia é o arquétipo do suplício feminino. (Dominique Gros, mastologista francês, em Les seins aux fleurs rouges, Paris, Stock, 1994).
Informa o citado médico, Dominique Gros, que o Tratado de Cirurgia de Paul d’Égine, escrito em Constantinopla no século VII, dedica um capítulo inteiro à ablação de seios cancerosos, nele constando todos os rituais que precediam a operação, como a administração de ópio à paciente e as invocações a Santa Águeda, padroeira dos seios.
Santa Águeda, diz a tradição católica, era uma jovem da nobreza italiana do século III cuja beleza incomum teria atraído Quintiniano, então governador da Sicília. Por se recusar a casar com ele – uma vez que isso implicaria renunciar à fé cristã e à virgindade – ela é condenada a passar um mês num bordel. Findo esse tempo, é reconduzida à presença do governador miraculosamente ainda virgem e sempre intransigente na defesa de sua religião e de sua castidade. Encolerizado, Quintiniano manda que a amarrem a um pilar e lhe arranquem os seios com lâminas de ferro.
Depois de passar por essas e outras torturas, Águeda é jogada num calabouço, onde ninguém lhe trata os ferimentos. Mas, reza a lenda, São Pedro lhe teria aparecido fazendo-se acompanhar de um belo jovem com uma tocha na mão (supostamente um anjo), que passa a cuidar dela. Transcorrido algum tempo, mais um milagre acontece: Águeda não é libertada mas os seios lhe brotam de novo, restaurados e belos.
Águeda foi musa inspiradora de vários artistas e escritores ilustres. Dizem que o papa Damascus era devoto dela. Também o teria sido o médico Soler Roig, famoso cirurgião de mamas espanhol (inventor do termógrafo), a quem Salvador Dali teria oferecido um desenho denominado Santa Águeda Platônica.
O poeta francês Paul Valéry, enlevado pela visão de um quadro do pintor medieval Zurbaran que a representa com os seios numa bandeja, o descreveu num longo poema em prosa, que intitulou Sainte Alexandrine. Ele o conclui assim:
Mas a alegria do suplício está nesse começo da pureza: perder os mais perigosos ornamentos da encarnação – os seios, os doces seios, feitos à imagem da terra.
Em suas Poesias, Garcia Lorca também homenageia uma santa de seios cortados, Santa Eulália, e Téophile Gauthier descreve com viva emoção os seios mutilados de outra mártir, Santa Cacilda, que viu pintada numa das paredes da catedral de Burgos (Espanha) pelo artista Diego de Leyva. Ele termina com estes versos o poema que lhe dedicou e que faz parte de sua coletânea España:
E os seios já mortos, belos lírios, cortados em flor,
Brancos como os pedaços de uma Vênus de mármore,
Numa bacia de prata jazem ao pé de uma árvore.
Mas a santa em êxtase, esquecendo sua dor,
Como nos braços de um amante, de volúpia se desfalece,
Pois aos lábios do Cristo ela suspende sua alma.
Em vários países, há uma lenda milenar que julgo de extraordinário simbolismo. Ela conta, em diferentes versões, que o mundo teria nascido de uma gota de leite vertida do seio de uma deusa!
É interessante observar a universalidade de algumas crenças e lendas em que poderes sobrenaturais são atribuídos ao seio feminino. No interior do Brasil, assim como num país tão distante e diferente como a China, existe uma crença antiga – com lendas e relatos supostamente reais em torno dela – que diz que o leite materno possui poderes mágicos, curativos e outros, não apenas em relação a crianças mas também a adultos.
Câmara Cascudo conta que na lenda paraense da Cobra Norato (uma das muitas do nosso folclore que atribuem papéis simbólicos à serpente e ao leite materno), um jovem forte e bom, de nome Honorato, fora concebido misteriosamente enquanto a mãe se banhava no rio, e viera ao mundo na forma de uma serpente escura que vivia na água.
Quando anoitecia e a aracuã deixava de cantar, diz ele, Honorato saía da água, deixava o couro monstruoso da cobra na areia, tornava-se um belo rapaz e ia cear e dormir no regaço de sua mãe. De madrugada, voltava ao corpo feio da serpente e remergulhava nas águas do rio. Honorato queixava-se de sua sina e todos tinham pena dele. Contudo, só pôde ser desencantado quando um soldado flagrou a cobra adormecida e com a boca aberta, o que lhe permitiu pingar três gotas de leite de mulher entre seus dentes. Em seguida, golpeou-a na cabeça com um machado de aço virgem. Concluído assim o resgate, o belo Honorato passou a ter uma vida feliz.
Há outra lenda, recolhida por Pierre Verger, que também não posso deixar de citar pela riqueza de significados que ela possui. Segundo ela, Iemanjá, rainha do mar no candomblé, casara-se e tivera dez filhos orixás. De tanto amamentá-los, seus seios tornaram-se enormes, flácidos e balouçantes.
Um dia, ela se cansa da vida rotineira que leva, deixa a casa, o marido, e vai conhecer outras terras. Lá, se apaixona por um rei de nome Okere e se casa com ele, mas não sem antes obter dele a promessa de que jamais zombará de seus seios. Ele promete. Mas um dia, estando embriagado, faz galhofas e manga deles.
Iemanjá se sente injuriada. Com a auto-estima lá embaixo, magoada, transida pela decepção, ela foge levando consigo um pote, que recebera de presente da mãe, contendo uma poção mágica para os momentos de perigo. Okere sai no encalço da esposa, tentando por todos os meios lhe barrar a fuga. Na agonia, ela tropeça e cai, quebrando o pote. A poção mágica então jorra, transformando-se num rio cujas águas a conduzem até o mar, onde mora sua mãe e de onde ela nunca mais quis voltar.
Todas essas narrativas, repito, ao tempo em que revelam o enorme poder simbólico dos seios femininos, ajudam a entender os sentimentos que levam uma mulher a fugir de assuntos relacionados com o câncer de mama. E isso, ainda que saiba ser essa a neoplasia maligna mais comum na população feminina e que a informação é a melhor arma de que dispomos contra ela.
Penso que, se em vez de um discurso oficial incompleto, cheio de meias verdades, governos e sociedades se unissem ao redor de programas educativos permanentes sobre o assunto, haveria menos lugar para ansiosos medos e culpa.
De resto, a visão do feminino se alargaria.
Concluo com a reprodução de trechos que extraí de um rico trabalho de pesquisa feito por Denise Arcoverde, com belas fotos no original, publicado no seu blog Síndrome de Estocolmo em 2006 (http://sindromedeestocolmo.com/archives/category/corpo-saude/seios/).
“Deusa de Assombrosas Tetas”
As primeiras imagens femininas, encontradas em escavações, têm grandes seios e amplo ventre e parecem ter sido usadas como um símbolo de fertilidade.
Esculpida há cerca de 22000 ou 25000 anos, a Vênus de Willendorf foi encontrada na Austria e é, segundo a maioria dos estudiosos, uma das imagens mais importantes e mais conhecidas da Grande Mãe.
Kourotrophos. A imagem data do século 6 aC. Alguns a chamam de Deusa Mãe, o arqueólogo Ross Holloway diz que ela seria a “Noite” cobrindo com seu manto e amamentando os filhos gêmeos Sono e Morte (Hypnos e Thanatos).
Nut, deusa criadora do universo, mãe de Rá. Deusa guerreira, protegia os mais fracos, destruindo seus inimigos e abrindo caminhos. Afastava os maus espíritos. Era representada, frequentemente, como uma mulher nua com seu corpo formando um arco que protege a terra e leite escorrendo e fertilizando o solo. Tinha um importante papel nos subterrâneos do Egito Antigo e sua forma de mulher nua arqueada foi encontrada pintada em diversos sarcófagos.
Nut era a barreira que separava as forças do caos e da ordem neste mundo. Dizia-se que o deus Rá entrava em sua boca ao entardecer viajava através de seu corpo durante a noite para renascer de sua vagina a cada manhã. Dizia-se também que engolia as estrelas que renasciam mais tarde e que o faraó incorporava seu corpo após a morte, do qual mais tarde ressuscitava.
Nut também é representada como a “Grande Vaca” (Great Kau), a grande senhora que criou tudo que existe, a vaca cujo ubre deu origem à Via Láctea. Nut é a mãe de todas as divindades.
Onde fica hoje a Palestina, Hebat era adorada como a Grande Deusa, representando a mãe-sol, deusa da fertilidade, beleza e realeza. Existem dados sobre ela desde os tempos mais remotos, 2000 aC ou mesmo anterior.
Seu capacete sugere a fonte da vida e imortalidade, o leão aos seus pés é a sua conexão com o reino animal e o bebê sendo amamentado é a sempre esperada criança das luzes.
Para que Hércules, um dos heróis mais populares da mitologia grega, se tornasse imortal, deveria ser amamentado quando criança pelo seio de sua madrasta Hera, que era a mulher de Zeus (chamado de Júpiter na mitologia romana). Hermes (Mercúrio, para os romanos), outro filho de Zeus, colocou a criança no seio de Hera enquanto ela dormia.
Assim que ela abriu os olhos, ela se soltou do pequeno Hércules, mas ele já tinha sido alimentado. O leite que escorreu do seio de Hera deixou um rastro pelo céu. Foi assim que “nasceu” a Via Láctea.
Conta-se, na India, que Kamsa, tio-demônio de Krishna, contratou os serviços de Putana, uma Rakshasi (demônio feminino), para matar Krishna. Putana podia assumir a forma que quisesse.
Ela disfarçou-se de Gopikaa, ama de leite, e entrou na casa de Krishna.
Alimentou Krishna com seu leite que estava envenenado, mas ele, apesar de ser um bebê, sabia que ela era uma Rakshasi e a sugou tão forte que extraiu sua vida, junto com o leite.
Antes de morrer, ela assumiu a forma original.
Nossa América Latina também tem seus mitos relacionados aos seio e ao leite materno. A história da “Difunta Correa” tem origem em Vallecito, vila que fica há 1.160km de Buenos Aires, aos pés dos Andes e ao Norte da Patagônia.
Em 1835, seu marido, Bustos, foi levado à força e obrigado a entrar para a forças armadas de Juan Facundo Quiroga. Desesperada, María Antonia Deolinda Correa decide caminhar 63km até a vila de San Juan, em busca do seu marido. No caminho, consumiu todas as provisões: o charque e o patay, alguns figos e toda a água. Após ter caminhado boa parte do caminho, ela não aguentou e faleceu. Sob o sol abrasador, encontraram seu cadáver, que protegia seu pequeno: seus seios alimentaram o bebê e o seu leite o manteve vivo, mesmo após a sua morte. Apesar de nunca ter sido canonizada pela igreja católica, a Difunta Corrêa é adorada como uma santa, na Argentina.
Fonte: Esse post foi baseado numa pesquisa que eu fiz, há alguns anos, para a Galeria de Arte da Amamentação do Grupo Origem. Infelizmente, não tenho mais as referências de onde consegui cada uma dessas informações.
Da próxima vez que alguém disser que tatuadores são pessoas malucas e irresponsáveis, lembre-se que existem tatuadores, no mundo todo, ajudando mulheres, que fizeram uma mastectomia (retirada de seio) a melhorar a sua auto-estima, contribuindo para melhorar a imagem dos seus seios.
Algumas mulheres preferem que se tatue a pigmentação natural da aréola e mamilo, outras preferem uma expressão artística, como dessa foto, que eu retirei do site do Healing Art Foundation - Art for a Cure , um grupo de tatuadores, nos EUA, que faz um trabalho puramente voluntário.
Bacana, né?!
Os seios também estão na cabeça da gente, e desde muito cedo. Segundo Freud, a primeira fase, no desenvolvimento psicosexual da criança, seria a fase oral, que iria até, mais ou menos um ano e meio, dois anos de idade.
O seio materno seria, ainda segundo Freud, o primeiro objeto sexual e para um desenvolvimento psíquico sadio, seria importante superar essa fase e aprender a lidar com a “perda do seio”.
Sabemos que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança e o excessivo uso de chupetas está relacionado à falta de saciedade da sucção. Enquanto a criança faz mais esforço e demora mais ao seio, com o uso da mamadeira, essa sucção é mínima, por isso, a necessidade de sugar o dedo ou chupeta.
Uma outra coisa que me impressionou nos meus 15 anos de trabalho com amamentação, no Grupo Origem, foi a relativamente constante procura, no nosso Fórum de Discussões, de informações sobre ‘amamentação de adultos’.
Claro que apareciam algumas pessoas que não mereciam respostas, como sempre, mas recebemos alguns emails que nos chamaram a atenção. Eram casais que se diziam engajados num relacionamento que incluía como forma de prazer… a amamentação.
[...]
Nessa página , da Wikipédia, encontrei alguma informação sobre essa prática, que é considerada um tipo de fetiche. Não sou psicanalista e não encontrei nenhum artigo mais elaborado sobre o tema, mas, imagino que a amamentação de adultos é uma radicaçlização dessa fixação masculina, um estado extremo de não superação dessa fase oral… ou não? algum(a) psicólogo(a) se interessaria em falar sobre o assunto?
Eles já precisaram ser enormes, pequenos, grandes. Algumas pessoas acham que pertencem aos bebês. Outras, aos homens. Eu acho que eles são nossos e devemos ter o direito de fazer o que bem quisermos com eles. [...]
Eu adoro os meus e cuido muito bem deles. Com creminhos, massagem, auto-exame e mamografias. Alimentaram minha filha e sempre me deram muito prazer. Acompanharam minhas mudanças. Eram pequenininhos na adolescência, tinham um volume maravilhoso na gravidez e não diminuíram, depois da amamentação. Ficaram mais bonitos.
Seios marcaram nossa vida. [...] Eles sempre despertaram uma fascinação no imaginário maculino e feminino. Eles nos definem. No século XVIII o sueco Linneaus, entre uma enorme avariedade de características comuns escolheu os seios para nos classificar junto a outros animais: nós somos mamíferos.
[...]
É importante saber que o tamanho dos seios não tem nenhuma relação com as glândulas mamárias e mesmo sem o aspecto ‘externo’ avantajado a amamentação aconteceria da mesma forma. Portanto, eles são ainda mais misteriosos do que a gente imaginava…”
Como viram, Denise nos traz muita informação sobre os seios – ela que durante longo tempo militou num grupo especializado em amamentação e já teve um site que informava sobre câncer de mama. Gosto muito quando ela afirma que somos nós as donas dos nossos seios e que devemos cuidar deles com carinho, creminhos, mamografias e outras coisas mais, a fim de torná-los saudáveis e se possível belos. Eu só acrescentaria uma coisa. É que antes de tudo precisamos… ADOTÁ-LOS. Feios ou belos, firmes ou flácidos, com ou sem cirurgia estética.
Que eles são muito importantes em nossas vidas, isso é verdade. Mas é verdade também que nossa feminilidade, felizmente, não termina aí. Vai muito além. E é por isso que não a perdemos quando nos acontece de perdê-los para o câncer. O mundo precisa se dar conta disso.



mas mudando de assunto ....e na minha maneira de pensar é ...eu olho sim...e gosto de admirar os seios femininos ...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

como agir no primeiro encontro


Conversar com quem não se conhece já é complicado, falar com quem ainda não se conhece e está louco pra conhecer melhor é pior ainda. E como sei muito bem que para causar boa impressão às vezes umas mentirinhas são contadas… para justamente evitar algumas armadilhas e deixar a conversa num nível superficial porém gostoso e até revelador, aqui vão algumas dicas do que falar a respeito e do que deixar pra lá:
Assim que vê-la, não mande um standard “Oi, tudo bem com você? Legal te ver de novo.” ou algo na linha sorvete de baunilha, mas sim um ”Oi, tudo bem… mas como você está bonita, elegante ou um charme só esta noite.” Não precisa exagerar (nem no tom da voz), só mostrar que notou que ela está/é um arraso e está entusiasmado com isso. E é bom que esteja mesmo, pois naquela noite ela se produziu especialmente para você. Reconhecimento é sempre bem-vindo,girls!
“O que você faz para se divertir?” Soa bem melhor do que “Como é o seu trabalho?”, não achas? Pois é mesmo, já que tudo o que alguém não quer falar a respeito nos seu momentos de lazer é justamente sobre trabalho, trabalho, trabalho. Mesmo que seja alguém enamorada pelo seu. Ou talvez, especialmente alguém que adore o seu, pois periga da pessoa passar a noite toda contando tudo, tim tim por tim tim a respeito do seu trabalho. E convenhamos, ouvir fórmulas matemáticas ou químicas por horas a fio, mata qualquer encontro. Mais enfim, quem quer que seja, precisa de um break na rotina, portanto faça do seu encontro o timeout perfeito.
Pensando em mandar um “Quais são os seus planos de vida daqui pra frente?” What? Primeiro, é cedo demais para ter um papo cabeça destes, segundo parece mais entrevista de emprego ou candidata à mãe dos seus filhos, o que em ambos os casos é totalmente fora de propósito assim de chofre. Algo mais light na linha do “O que vai fazer no verão?”, ou ”O que costuma fazer de bom nas férias ou pra se divertir?” dá um caldo bem melhor.
E para continuar na linha do light and fun… você pode até comentar sobre as últimas fofocas das celebridades, mas se quiser adressar algo mais pessoal para conhecer um pouco mais a pessoa, sem ser intrometido demais, pergunte algo mais personal, mas igualmente light como onde ela passou ou costuma passar as férias, o que está tocando no momento sem parar no MP3 dela, filmes que mais gosta ou viu recentemente, quais blogs ela frequenta… assim a conversa flui e você vai pescando aqui e ali algumas informações sobre seus gostos e vai montando bem lentamente o quebra-cabeça de quem ela é sem necessariamente estar falando literalmente sobre isso.
E se você gostou do papo e quer repetir a dose… não mande um “Posso te ligar pra combinarmos de sair de novo?” Ou, “Te ligo pra combinarmos algo, tá?” Não, mil vezes não. Se está afim, marque logo um encontro de cara, digo, de cara não, na despedida do primeiro encontro. Como? Mande um: “O que você vai fazer na sexta-feira?” E marque algo legal pra fazer com ela. E como você até já sabe mais ou menos o que ela gosta de fazer para se diveritr… ponha desde já o seu conhecimento recém adquirido em prática, oras. Assim, as chances dela aceitar serão ainda maiores.
Enfim, seja direto, não evasivo pois aí periga de nunca mais rolar. Sabe como é, não? Desencontros na agenda, dúvidas a respeito do momento certo pra ligar de novo que acaba se extendendo demais e lá se vai o timing… e a gata junto…
Arriscar pra quê? Se está afim, melhor garantir não acha?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

eu acredito


Eu acredito. Sou uma crédulo. “Crédulo” foi a melhor maneira de traduzir “believer” que eu achei. Na verdade, queria dizer “acreditador”, mas não existe e é muito feio. Pois bem, eu sou uma crédulo. Eu acredito.
Acredito em felicidade. Em amor à primeira vista. Nos meus amigos. Em perdão e redenção. Acredito em astrologia, acredito em quem olha nos olhos e aperta a mão com firmeza. Acredito nos sinais que a vida manda, nas pessoas que aparecem no nosso caminho, acredito que tudo está ligado a alguma coisa maior. Não necessariamente deus. Mas acredito em alguma coisa que está aí, por todos os lados, respirando em cada gatinho, cada vida nova, cada flor, cada esquina. Simplesmente acredito.
Acredito quando a pessoa que está comigo me aperta e sussura que me ama. Quando minha filha sorri aquelas gengivas sorridentes banguelas e puras dos bebês, os olhos de quem está apenas observando, aprendendo, sem julgamento. Acredito que existe um lugar para mim, assim como existe lugar para todo mundo. Porque existe lugar para todo mundo. É só procurar. Eu acredito.
Acredito nos caminhos certos, em destino, no inevitável, seja ele bom ou ruim. O ruim sempre tem algum lado bom, mesmo que isso só seja descoberto depois de muito tempo. Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida. O tempo não tem pena de charlatões, o tempo é implacável e não pára nem por um segundo.
Acredito quando meu gato ronrona nas minhas pernas, acredito quando vi meus pais casados há 25 anos, desde os 19. Acredito na arte, acredito na força criadora que move certas pessoas que nasceram para mover o mundo, para fazer diferença.
Acredito nos livros que leio, nos autores que deram a vida e o sangue por suas obras. Acredito nas músicas que escuto, acredito no blues sofrido, acredito no rock desesperado. Acredito no sofrimento e na dor, em sangue e vísceras, porque é daí que vêm as melhores coisas. Sem sangue nada faz sentido, sem sangue vira plástico. Eu acredito em sangue.
Acredito que tudo pode melhorar. Que nada é tão ruim que não possa piorar. Acredito em gozar junto, em romantismo, em cumplicidade, em risadas e lágrimas. Acredito que acreditar me mantém viva. Acredito que quem não acredita, não sabe viver direito. Viver sem acreditar é como morrer acordado. Acredite. Não, não li nada disso em algum livro barato de auto-ajuda. Isso tudo foi a vida que me contou. E eu acredito na vida.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Eu dancei com o diabo


Eu dancei com o diabo, ele me contou uma historia...Sobre todo o amor que ele desejou poder ter mandadoEu disse me compre uma pintura, vai ficar tudo bem no final...Ele nao gosta de brigar porque ele pensa que ele é bonito demaisEle é mal entendido e ele só precisa de um amigoEu disse me de uma luz, vai ficar tudo bem no final ...Ele terminou sua missao....Gosta de acertar isso com deus se ele tiver permissaoEle vendeu sua sola para bill gatesE ele nao se sente bem, porque o dinheiro era merda E isso tudo é tao tristeEu dancei com o diabo, ele me contou uma historiaSobre todo o amor que ele desejou poder mandarEu disse me compre uma pintura, vai ficar tudo bem no finalEle me garantiu tres desejos...Disse eu só preciso de roupas limpas e voce pode lavar a louça....Ele nao se da bem com judas....Ele esteve em reabilitação, nao podia pagar o bar....Eu dancei com o diabo, ele me contou uma historia...Sobre todo o amor que ele desejou poder ter mandado;Eu disse me compre uma pintura, vai ficar tudo bem no final.

Uma noite de paz


Hoje é vespera de Natal..e como sempre eu lembro de tudo que eu fiz. Coisas boas e ruins....e nunca me sinto bem...mesmo se o ano for bom,eu nunca sei se o ano é bom...as coisas nunca são totalmente boas para mim...Eu sento e esperoserá que um anjo contempla meu destino?E eles conhecem os lugares onde nós vamos,quando estamos grisalhos e velhos?Pois me foi dito...Que a salvação deixa as asas deles estendidas.....Então, quando eu estiver deitado na minha cama e pensamentos correndo pela minha cabeça;E eu sinto que o amor está morto,estou amando anjos E através disso tudo esse sentimento me oferece proteção,Muito amor e afeição,esteja eu certo ou errado.E debaixo da cachoeira,Onde quer que isso possa me levar,Eu sei que a vida não me arruinará.Quando eu vier chamar,Deus não me abandonará..em vez disso...Quando estou me sentindo fraco....E minha dor caminha por uma rua de mão única,Eu olho para cima....E sei que serei sempre abençoado com amor.E conforme o sentimento cresce......Deus aspira carne nos meus ossos.Hoje é vespera de Natal...familia reunida..estranhos que fingem ser conhecidos....muito abraços ...muito sorrisos falsos...sabe ,você já esqueceu o aniversário de quem você ama ? Já se esqueceu de alguém que te ama ? Eu acho que todo fim de ano é sempre assim Eu acho que vocês acham que eu sou débil-mental!São mais de 300 dias debaixo da opressãoMedo da guerra, da bala perdida, medo do medo da solidão,Eu vejo os shoppings lotados, ruas lotadas,Avenidas decoradas por corações vazios...Feliz Natal! Pra criança deixada na rua...Noite Feliz! Praquele que não tem o que comer!Feliz Natal! Pro pai desempregado...Noite sem paz! Praquele que a morte veio ver!Uma noite de paz! Uma noite...Eu penso em milênios atrás ....Estava desconfortável, escuro e frio...O cheiro dos animais invadia o curral.....Onde a virgem Maria trouxe ao mundo...O Príncipe da Paz, o único capaz: De transformar o caos em harmonia,A tempestade em calmaria,Corações sujos como aquela estrebariaEm um lindo shopping center decorado pro Natal...Feliz Natal! O natal que muita gente esqueceu!Noite Feliz! Pra quem ainda não veio pra festa!Feliz Natal! O mundo é quem ganhou o presente!Noite sem paz!Pra quem esqueceu daquele que nunca te esqueceu!Feliz Natal! Deixe-o nascer em seu coração!Noite Feliz! O passado fica pra trás!Feliz Natal! Você é o presente de Deus!Mas esquece disso ....somos como brinquedos (os outros itens são vendidos separadamente...pilhas não incluidas)