segunda-feira, 13 de abril de 2009

o anel


Quanto você vale?
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porquetenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
O jovem, surpreso, exclamou:
- 58 MOEDAS DE OURO!!!
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor???
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

domingo, 12 de abril de 2009

vai dizer que não ?

O paraíso na outra esquina.



Graças a Deus que conheci Vargas Llosa. O Paraíso na Outra Esquina é o segundo livro dele que leio, e me proporcionou boas horas de distração e enriquecimento cultural. A obra conta a história do pintor Paul Gauguin e de sua avó Flora Tristán. Ambos os protagonistas buscavam, à sua maneira, um mundo que, como o título do livro mostra, estava sempre na outra esquina. O início de cada capítulo faz implicitamente a pergunta “É aqui o Paraíso?”, e o desenrolar nos mostra que “O Paraíso é na outra esquina”, abrindo espaço para a próxima [des]ventura.

Solitários em suas peregrinações, avó e neto, em tempos distintos (década de 1840 e final do século XIX, respectivamente), lançam-se, de corpo e alma, na busca pelos ideais de suas vidas: ela, um mundo melhor para mulheres e trabalhadores; ele, uma arte pura, livre das corrupções da civilização européia. Lutaram aguerridamente, para conseguir alcançar um Éden que, a cada passo, mostrava-se um pouco mais além do que se pensava estar.

Para Flora, trazer a igualdade entre os gêneros era uma realização pessoal, pois sua condição de mulher marcou-lhe na pele os traços dos preconceitos, e a bala no peito, alojada ali pelo revólver do marido asqueroso e opressor, próxima ao coração, representa o enraizamento de uma cultura excludente e excessivamente moralista. Gauguin, cuja missão tendemos a perceber egoísta, busca redimir a arte, corrompida pelos prejuízos que a cultura ocidental trouxe, pois, na sua concepção, o ofício do artista só seria livre quando expressasse a selvageria primitiva do homens, a qual significa a liberdade, de espírito e física, perdida graças à colonização cristã.

O Paraíso na Outra Esquina é a realização pessoal. É o céu que parte de nós para o mundo. É também, como diz Voltaire em Candido ou O Otimismo, o nosso próprio jardim, que cultivamos individualmente, mas que no conjunto embeleza a vida.

"É aqui o paraíso?

Não, senhor. O paraíso é na outra esquina."

O paraíso está sempre em outro livro.

o blues do cazuza


"Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o Papa não goste disso. O homem transa por prazer. Então pode ser homem com homem, mulher com mulher, com diafragama, com pílula, com o que for... Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: "vale tudo", mesmo!"

Não lembro exatamente quando foi que me apaixonei por esse cara. Mas sei exatamente qual música me fez correr atrás do Cazuza. "Quase um segundo", não é composição dele, mas não resisti aquela voz dizendo "quais são as cores e as coisas pra te prender?". Resolvi caçar tal cantor. Até então eu sabia de sua existência, já conhecia as músicas mais famosas. Mas não sentia Cazuza. Então lendo algumas entrevistas e depoimentos eu me deparei com essa passagem que coloquei a cima. Batata! Eu estava passando por uma fase complicada, e cada palavra do Agenor batia com o que eu pensava e mais, me tranquilizava. Eu podia ouvir e sentir sua voz, com aquele jeitinho malandro e doce, a língua presa...
Posso dizer que Cazuza me abraçou, me envolveu de tal forma que consegue arrancar lágrimas de mim. Mas isso não é fanatismo, não saio gritando e berrando por ele, não o tenho como "a coisa mais importante da minha vida", não é um sentimento passageiro. Sempre terei Cazuza comigo. Sempre o sentirei.

Uma homenagem a meu "herói" e inspiração...

Quando eu estiver cantando - Cazuza e João Rebouças

Tem gente que recebe Deus quando canta
Tem gente que canta procurando Deus
Eu sou assim com a minha voz desafinada
Peço a Deus que me perdoe no camarim

Eu sou assim
Canto pra me mostrar
De besta
Ah, de besta

Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo

Porque eu só canto só
E o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação

Porque o meu canto redime o meu lado mau
Porque o meu canto é pra quem me ama
Me ama, me ama

Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo

Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio

Porque o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação
Porque o meu canto é o que me mantém vivo
E o que me mantém vivo

o jardim






Já cansei de sempre ao acordar me deparar com a grama do vizinho, e sempre mais verde. Resolvi por fim colorir o meu jardim. E além de muito mais verde, está bastante colorido. Vivo. Estou vivendo.
Sempre que acordo me deparo com meu reflexo no belo espelho.
Ouço de longe o Jimmy dos "padrinhos mágicos" pedindo para que eu repita: "já que sou, o jeito é ser".

PINCELADAS DA HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ: OS APÓSTOLOS

Os apóstolos não eram o tipo de grupo que você imagina Jesus ter enviado como missionários para alcançar o mundo. Não havia nada de especial ou de espetacular neles. Eram simplesmente trabalhadores comuns. Porém, Jesus estabeleceu-os como a coluna vertebral da Igreja, e deu a eles a mais extraordinária e inimaginável tarefa: chamar o mundo inteiro, inclusive o mais poderoso império de todos os tempos, ao arrependimento e à fé no Cristo ressuscitado. Pode ter certeza de que qualquer cidadão bem-educado romano do primeiro século teria rido de qualquer predição de que, dentro dos trezentos anos seguintes, a fé cristã seria a religião oficial Império Romano. O Novo Testamento relata a morte de apenas dois dos apóstolos: Judas, que traiu Jesus e se enforcou; e Tiago, filho de Zebedeu, que foi executado por Herodes em cerca de 44 D.C. (Atos 12:2).

apostles called

Os Apóstolos Para Todo O Mundo
Informações e lendas acerca dos apóstolos são abundantes, e nem sempre meritórias de atenção. Mas é seguro dizer que os apóstolos foram bem longe e em muitas direções, como os anunciadores da messagem do Cristo ressuscitado. Uma lenda antiga informa que eles separaram o mundo em partes e lançaram sortes. Assim, eles teriam decidido para onde ir; e todos iriam ouvir acerca de Jesus. Eles sofreram grandemente por causa da fé e, em muitos casos, tiveram morte violenta devido ao testemunho que deram.

PEDRO e PAULO foram ambos mártires na cidade de Roma em cerca de 66 A.D., durante a perseguição do imperador Nero. Paulo foi decapitado. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, porque não sentiu-se ser de valor algum para morrer da mesma forma que o seu Senhor havia morrido.

ANDRé foi para a "terra dos canibais", que hoje são os países que faziam parte da ex-União Soviética. Os Cristãos daquele região atestam que ele foi o primeiro a levar o Evangelho para lá. Ele também pregou na ásia Menor, hoje conhecida como Turquia; e na Grécia, onde se diz ter sido crucificado.

"O duvidoso" TOMÉ foi provavelmente o mais ativo do apóstolos ao leste da Síria. Uma tradição informa que ele pregou até a índia. Os cristãos indianos chamados Martoma, uma denominação muito antiga dentro do Cristianismo, o reverenciam como o fundador dela. Eles também atestam que Tomé foi morto lá através das lanças de quatro soldados.

FILIPE possivelmente teve um ministério muito poderoso em Cartagena, no Norte da áfrica, e então na ásia Menor, onde a mulher de um pro-cônsul romano se converteu. Em retaliação, o pro-cônsul mandou prendê-lo e matá-lo com muita crueldade.

MATEUS, o coletor de impostos e escritor de um dos Evangelhos, ministrou na Pérsia (atual Irã) e na Etiópia. Um dos mais antigos comentários diz que ele não foi martirizado, enquanto outros dizem que ele foi apunhalado, enquanto na Etiópia, até morrer.

BARTOLOMEU fez viagens missionárias para muitas partes do mundo. Porém, tal informação é passada através de uma tradição. Ele teria ido a índia com Tomé, voltado à Armênia, e ido também à Etiópia e ao sul da Arábia. Existem várias informações de como ele teria encontrado a sua morte como mártir do Evangelho.

TIAGO, filho de Alfeu, é um dos - pelo menos - três outros Tiagos referidos no Novo Testamento. Existe alguma confusão sobre quem seria quem, mas este Tiago é considerado como sendo o que ministrou na Síria. O historiador judeu Josefo informa que Tiago foi apedrejado, e então espetado ou batido, com uma estaca até morrer.

SIMÃO, o Zelote, teria ministrado na Pérsia (atual Irã) e sido morto depois de negar sacrificar ao deus Sol.

MATIAS foi o apóstolo escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes. Uma tradição diz que ele foi para a Síria com André, e foi morto na fogueira.

JOÃO é o único dos apóstolos que se pensa ter morrido de morte natural em idade avançada. Ele era o líder da Igreja na região da cidade de éfeso, e é dito de que tinha Maria, a mãe de Jesus, em sua casa, de quem cuidava. Durante a perseguição do imperador romano Domício, pelo meio da década de 90 D.C., ele foi exilado na Ilha de Pátmos. Foi ali -- se crê -- ele teria escrito o último livro do Novo Testamento, o Livro de Apocalipse. Uma tradição latina muito antiga informa que ele escapou, sem se queimar, depois de ter sido jogado num caldeirão de óleo fervente. Isso teria acontecido na cidade de Roma.

Nomes Comuns
Os nomes dos apóstolos de Jesus tornaram-se os nomes mais comuns para o sexo masculino no mundo ocidental. Quantas pessoas você conhece que têm o nome de João, de Pedro, de Tomé ou de Tomaz, de André, de Tiago, de Bartolomeu ou de Felipe? Pelo menos quatro dos apóstolos eram pescadores. Isso ser poderia, em parte, a razão por que um dos mais antigos e proeminentes símbolos cristãos é um peixe. A palavra grega para peixe -- ICHTHUS -- forma o acróstico da seguinte frase, (também em Grego): IESOUS CHRISTOS THEOU UIOS SOTER. Que significa: "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador."

Não se encontra, depois da morte dos apóstolos, nenhuma figura de missionários como a da estatura de Paulo. Mesmo assim a fé cristã continuou se espalhando como fogo em capim seco - mesmo apesar de o Cristianismo ter sido declarado como uma religião ilegal.

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Certo dia eu li, em algum livro ou em algum outro lugar que agora não consigo lembrar, que a pior coisa é ser enganado por si próprio. Talvez não proposital, mas inconsciente. Em outras palavras: Ter um sentimento em relação a alguém e que na verdade não é exatamente aquilo que sente. Confuso?! Um pouco...
Eu, como um eterno amante, vivo me questionando sobre o amor. E últimamente eu me pergunto, será que existe um tempo para que eu possa começar a amar alguém? E até porque não, ter um limite? Amar rapidamente uma pessoa, seria algo sincero, precipitado OU sincero E precipitado? E quando tudo passar, digamos, quando isso esfriar, seria amor o que senti ou apenas um sentimento facilmente confundido com o amor? Será eu traidor dos meus próprios sentimentos? Terá eu banalizado o amor?
Muitas questões "irrespondíveis" que se esbarram na tradicional, "O que é o amor?". E enquanto isso, não canso de esperar o meu AMOR. Estou ouvindo a parte musical do filme " o Senhor dos anéis 3 - O retorno do Rei " conversando no menseger com velhos amigos ..e pessoas que eu conheço faz tempo ...talvez em outra vida ...né Carla ? Mas penso na temática ..o Retorno do Rei ...eu retornei ? Serei eu esse rei ? Eu li o livro...Eu viajei no tempo ....eu tive amigos ...eu perdi os melhores ..eu parei de usar mascaras apenas para agradar as pessoas....eu fui amigo de inimigo ....Eu cantei seu amor eternamente ....Eu vi o céu negro....eu Vi o Sol saindo por trás das nuvens ...Eu ouvi muitos " eu te amo" e quase todos foram mentiras ....Eu sorri quando deveria ficar triste ...Falei quando tinha que estar em silêncio ....Ri de piadas idiotas....Fingi que ouvia vc ..Fui no Roc in rio...Viajei pelo Brasil...e fora dele....Eu montei bandas... Eu tenho procurado algumas respostas aqui Procurando um novo caminho Eu ainda estou caminhando sozinho.... E eu não penso que eu farei uma morada, mas... Há algo que eu sei que é certo